Pesquisa de ameaças
A América Latina recebeu 41 bilhões de tentativas de ataque cibernéticos em 2020, com um ranking liderado por phishing, malware e ransomware. Entre outras características, vemos que os ataques estão cada vez mais sofisticados e eficientes em tamanho, velocidade, impacto e assertividade. Essa é uma tendência que já se mantém por alguns anos e parece difícil de reverter
Além disso, os cibercriminosos estão recorrendo cada vez mais à inteligência artificial, o que lhes permite executar um número maior de tarefas de forma automática e tomar decisões em tempo real para escapar das defesas. Tudo isso combinado com o aumento da superfície de ataque, graças ao maior número de dispositivos conectados, muitos deles sem proteções adequadas.
Diante desse panorama dinâmico e complexo, o conceito de Threat Intelligence ou Inteligência de Ameaças se torna relevante. Trata-se de organizar, analisar e refinar informações em tempo real sobre ataques potenciais ou atuais, incluindo feedback constante e trabalho ininterrupto.
Passo a passo, como funciona a inteligência de ameaças
O trabalho de uma equipe de Threat Intelligence consiste na análise, por especialistas em segurança cibernética, de informações de várias fontes em tempo real. A combinação de técnicas de aprendizado de máquina e inteligência artificial com ferramentas especialmente desenvolvidas para a pesquisa permite que os analistas tenham um desempenho rápido não apenas no monitoramento, mas também no lançamento de soluções para combater ameaças de segurança que podem impactar o ambiente das empresas.
Para que esta tarefa seja bem-sucedida, são necessários quatro requisitos principais:
Para se defender de ataques cibernéticos, é necessário conhecer os adversários e as ameaças de forma proativa, esse é o objetivo da Inteligência de Ameaças. À medida que as organizações estão transformando a maneira como fazem negócios por meio de processos digitais, elas lidam com níveis cada vez mais altos de dados e esses dados são cada vez mais críticos, exigindo que as medidas de segurança da informação sejam extremas.
A cibersegurança deixou de ser competência exclusiva das áreas tecnológicas para ser relevante nas áreas de negócio, por impactar nos tempos de resposta e capacidades de serviço, nas possibilidades de aproveitamento de análises e mobilidade, bem como na percepção de confiabilidade de um negócio para com seus clientes. Nesse contexto, o Threat Intelligence fornece alertas em tempo real sobre ameaças e mudanças nos riscos, dando às organizações as ferramentas de que precisam para estarem o mais protegidas possível.