Negócios e Tecnologia
A segurança desempenha um papel fundamental na inovação porque permite a geração de novos negócios e de novos modelos, como a integração da força de trabalho ao teletrabalho, que tanto tem ajudado a minimizar o impacto económico da pandemia COVID-19 em nível mundial.
No caso específico da utilização de nuvens, a segurança permite também a integração dos ambientes multicloud e on-premise da empresa, como se fossem uma única rede, por meio da utilização de uma VPN.
E por que a nuvem é tão importante? Porque a nuvem oferece um ambiente dinâmico e ágil que permite reduzir os tempos de teste e de lançamento no mercado, e escalar rapidamente se necessário. Tudo isso sem grandes investimentos iniciais.
Um relatório da McKinsey de 2019 mostra que para 85% dos CIOs e CTOs, a nuvem é essencial em pelo menos dois de seus objetivos de negócios, que são acelerar a receita e melhorar o tempo de saída para o mercado.
No entanto, o uso da nuvem implica uma expansão da superfície de ataque. Não temos mais que proteger apenas nossa infraestrutura, mas também a da nuvem. Hoje vemos empresas que possuem infraestruturas próprias agregadas a diferentes nuvens públicas e privadas, com dados e aplicativos se movendo entre elas, o que se chama de ambientes híbridos. Isso cria não apenas uma superfície de ataque maior, mas também uma superfície de ataque heterogênea e dinâmica.
É hora de fazer algumas perguntas:
Qual é a responsabilidade dos provedores de nuvem pela segurança?
Para esclarecer esse ponto, é interessante revisar o modelo de responsabilidade compartilhada. Fica claro que quando a infraestrutura é própria ou on-premise, é preciso se responsabilizar por todas as camadas: segurança física, conectividade de rede, ambiente de virtualização, sistemas operacionais, controle de informações e acesso, entre outras.
Quando revisamos o que é software como serviço (SaaS), a responsabilidade que temos como clientes da nuvem é ter visibilidade do que está acontecendo, ou seja, o que nossos usuários fazem na nuvem, o que chamamos de controle de plataforma.
Quando nos concentramos em ambientes de infraestrutura como serviço (IaaS), o provedor de nuvem é responsável por não afetar sua camada de rede ou a camada de virtualização, enquanto o resto permanece sob a responsabilidade de quem contrata os serviços de nuvem. Entre essas responsabilidades estão, por exemplo, a gestão de sistemas operacionais e sua segurança, aplicativos, controle de acesso e gerenciamento de informações.
Para reforçar este último conceito, um relatório do Gartner indica que, em 2025, 99% das violações de segurança na nuvem ocorrerão devido a falhas atribuíveis aos clientes.
Quais são as recomendações a serem consideradas em termos de segurança na nuvem?
Quando falamos sobre segurança em esquemas IaaS, devemos levar em consideração três componentes.
O valor da segurança integrada
Um ponto crucial é que as ferramentas de segurança permitam a visualização e a gestão unificadas, bem como a integração e automatização dos diferentes componentes das várias nuvens. Lembremos que uma característica da nuvem é o seu dinamismo, portanto as ferramentas devem permitir que essa velocidade seja acompanhada e deve fazê-lo com segurança e coerência com a postura de segurança para o resto da organização.
"Qualquer aplicativo em qualquer lugar, a mesma segurança em todas as partes." Essa frase tem que ser verdadeira para todas as empresas. Outro aspecto fundamental é ter a capacidade de integrar nuvens com ambientes privados por meio do uso de VPN ou mesmo via SD-WAN para fazer um uso mais eficiente dos serviços de conectividade e obter uma melhor experiência para as aplicações.
A possibilidade de gerenciar diferentes soluções para cada plataforma de forma integrada, em conjunto com a automação, nos permite ter posições consistentes para toda a nossa superfície de ataque, facilita o gerenciamento e reduz o custo total de propriedade (TCO). Essas soluções permitem às empresas inovar de forma ágil e segura.
Inovar sem levar em conta a segurança pode levar todo o trabalho realizado e o sucesso de uma empresa ao colapso diante de um ataque ou violação de segurança detectada. Uma vulnerabilidade pode trazer perdas de ativos muito importantes para a empresa e afetar fortemente a marca e seus clientes.